como evitar queimaduras com laser

Quem trabalha com laser de diodo sabe que, apesar de muito popular, ele não é um tratamento simples e requer bastante conhecimento e habilidade do profissional. Talvez por isso queimaduras durante os procedimentos sejam ainda bastante comuns – e podem causar problemas sérios não só para o paciente, como para a clínica.

O professor Ildo Teixeira veio dar 12 dicas de como evitar essas intercorrências e não causar queimaduras nos tratamentos com laser.

Vem com a gente!

#1. Protocolos pré-programados

A utilização de protocolos pré-programados é bem polêmica e o ideal de todo profissional é saber programar seus próprios protocolos. Mas isso requer muito conhecimento e muita experiência. Se você ainda não conhece tão bem a máquina ou os próprios procedimentos com laser – use a programação recomendada. Não tem nenhum problema nisso e ajuda a evitar queimaduras por um parâmetro errado.

#2. Comece com potências baixas

Mas, seja com seus próprios protocolos, ou com os sugeridos no aparelho, é muito importante começar com potências mais baixas. Então a segunda dica é: baixe a potência, dê o primeiro disparo e observe como o cliente reage. O que ele deve sentir é um pinçamento, um choquezinho nos pelos ou uma sensação de calor. Não mais que isso. Nunca uma grande ardência ou dor.

Uma forma muito boa de avaliar isso é usar a escala EVA. Ela vai de 0 a 10 e tem emojis que facilitam para o cliente identificar em que grau está. Nesta escala, o ideal é que ele sinta entre o 6 e o 7. Mais que isso, significa que o risco de queimaduras é grande.

Então, resumindo: comece com uma potência baixa e teste. Vá subindo de acordo com a tolerância do cliente, e o parâmetro conhecido por você.

comece com potências mais baixas para não queimar o cliente

#3. Não use gelo, nem anestésicos

Acabamos de apontar a importância de avaliar a sensibilidade do seu cliente, além da importância de ele ser capaz de sinalizar para você se a aplicação está ardendo ou doendo, né?

Sendo assim, não é indicado que você use qualquer coisa que vá fazer com que essa sensibilidade seja mascarada: nem gelo, nem anestésicos. Principalmente na primeira sessão, ok!?

A probabilidade de você causar queimaduras com laser é muito maior se a sensibilidade do cliente estiver comprometida.

#4. Não é só sobre potência

O pulso e o comprimento de onda também são parâmetros importantes que – se definidos de forma errada – irão causar queimaduras. Sabemos, por exemplo, que quanto maior o fototipo, maior é o tempo necessário para o resfriamento da pele. Sendo assim, quanto maior o fototipo, maior também deve ser o pulso, por exemplo.

Por isso é importante selecionar corretamente os fototipos no aparelho. Algumas máquinas podem manter uma potência muito próxima entre um fototipo e outro – mas alterar o comprimento de onda e o pulso. E isso faz toda a diferença na hora da aplicação.

#5. Saber identificar os fototipos corretamente

Isso é fundamental para um tratamento seguro e eficaz. E não só o fototipo da pele em geral, como o fototipo da área tratada. Por exemplo: uma cliente de fototipo II pode ter uma axila de fototipo IV e, na hora do procedimento, você precisa ajustar o parâmetro de acordo com esta área.

Lembre-se: quanto mais melanina presente na pele, menos energia deve ser utilizada.

#6. Na dúvida, selecione sempre o fototipo mais alto

Na dúvida entre fototipos, escolha sempre o mais alto. Por exemplo: se você ficou na dúvida entre o fototipo II e o III – defina os parâmetros considerando o III.

Assim, o risco de queimar a pele é muito menor. Afinal, quanto mais alto o fototipo, menos energia e maior o tempo necessário entre os pulsos.

Cuidado com regiões como barba

#7. Cuidado com regiões com muita densidade de pelos

Esta é uma dica sobre pelos escuros, com presença de melanina, tá?!

Quanto maior a concentração de pelos por área e quanto mais densos eles são – maior é a retenção de energia. Ou seja: áreas com grande quantidade de pelo ou com pelos mais grossos (como a barba ou regiões íntimas) devem receber menos energia.

Se você usar o mesmo parâmetro para tratar uma axila e uma barba – a chance de você causar queimaduras é grande.

#8. Não aplique laser em áreas tatuadas

A menos que seja um laser próprio para a remoção de tatuagem, claro. Mas para epilação, é contraindicado. E não porque vai estragar a tatuagem: mas porque vai causar queimaduras séria na área.

A quantidade de pigmento da tatuagem vai absorver grande parte da energia do laser – queimando a pele ao invés de remover o pelo.

Uma dica para tratar uma região que tenha tatuagens próximas é usar hipoglós para cobrir toda a extensão do pigmento, aplicando o laser apenas na volta. Dessa forma, você protegerá a região e dará mais segurança ao procedimento.

Mas aplicar o laser de diodo sobre a tatuagem, nunca.

#9. Não aplique laser em áreas com muitas manchas

A menos, claro, que seja um laser próprio para o tratamento de manchas. Mas, no caso de epilação – não é indicado.

Uma área com muitas manchas é uma área com muita alteração de melanina. Então você não tem um padrão de fototipo e vai acabar queimando as áreas mais escuras.

Se quiser trabalhar depilação a laser em peles com muitas manchas, o ideal é tratar primeiro as manchas para uniformizar este tom (se a cliente quiser, claro). Caso contrário, a dica é não aplicar o laser nestas áreas.

Cuidado com regiões com manchas

#10. Atenção com remédios fotossensíveis

Na hora da anamnese sempre pergunte quais remédios e produtos a cliente usa e pesquise se algum deles é fotossensível. O site “Bula Online” é uma ótima fonte de consulta para isso.

Só inicie o tratamento no caso de nenhum dos produtos terem esta característica ou após o efeito ter passado.

É importante voltar a perguntar antes de cada sessão – para o caso de ela começar um tratamento neste meio tempo. E uma dica extra: discrimine as informações em um termo de responsabilidade e peça a assinatura da cliente antes do início das sessões.

#11. Não dispare o laser duas vezes sob o mesmo lugar

Preste bastante atenção na área de tratamento e não faça mais de um disparo por área. Mesmo que – após o disparo inicial – você aumente a potência para os próximos disparos, não retorne para este ponto durante a passada.

#12. Não deixe criar casquinhas

Tratamentos com laser de diodo não devem deixar casquinhas. Esta não é uma reação esperada no procedimento e, se acontecer, significa que você deve ter queimado a pele da cliente.

Portanto, observe esta formação durante a aplicação e – se notar que esta formação pode acontecer – reveja os parâmetros imediatamente.

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Até a próxima 🙂

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