melasma e seus fatores

O melasma é um dos grandes pesadelos na estética, principalmente porque não tem cura e afeta bastante gente – em sua maioria, mulheres. Estudos da Surgical and Cosmetic Dermatology estimam que cerca de 8,4% dos brasileiros tem algum tipo de hiperpigmentação – muitas delas, o melasma.

E para um tratamento eficiente do melasma, tem algumas coisas que sua cliente precisa saber. E alguns fatores que você precisa identificar já na anamnese. Afinal, por melhor que seja seu protocolo, se os cuidados em casa não forem seguidos e se os fatores de start não forem inibidos, não tem o que dê resultado.

Por isso hoje vamos falar sobre 4 fatores de start para o melasma para você e suas clientes ficarem atentas.

Vem com a gente!

#1. SOL = radiação e calor!

O sol é o grande inimigo do melasma. E isso é uma verdade. Aliás – não só a exposição direta da pele ao sol, como exposições indiretas. Por exemplo: mesmo que se proteja o rosto enquanto pega sol, seu organismo está absorvendo a radiação. E ele pode refleti-la em melasma em qualquer parte! Outro exemplo: a radiação refletida do solo. Você se protege por cima, com guarda-sol e chapéu. Mas e radiação que vem por baixo? Já pensou nela?

Bem – mas ao invés de prestar atenção apenas no sol em si, é importante observar duas características que mesmo desassociadas dele, também são grandes vilãs por aqui: a radiação e o calor.

O sol sem proteção gera melasma

Estudos comprovam que a radiação emitida da luz visível (essa das lâmpadas e eletrônicos que a gente tanto usa) também afeta a produção de melanina e seu transporte aos queratinócitos – processo esse que gera a hiperpigmentação da pele que chamamos de melasma.

Então a gente já sabe que o protetor solar é importante mesmo em dias nublados e que – além da proteção UVA e UVB também precisamos de uma proteção PPD, certo?! Agora também temos que alertar nossas clientes sobre esta outra proteção.

E o calor? Este também é um fator de start para o melasma. E claro – não só do sol, mas de fornos, fogões, e procedimentos estéticos! É por isso que depilação com cera deve ser evitada quando se tem melasma. E por isso também que tratamentos com radiofrequência não são os mais indicados – afinal, tudo que a gente não quer é gerar um processo inflamatório na região e irritar ainda mais a pele.  Então: radiofrequência e laser de alta potência estão contraindicados.

Resumindo: durante a anamnese vamos pensar o sol como dois fatores – o calor e a radiação. E, além de um protetor solar adequado, é importante orientar a cliente sobre estes poréns que impedirão um resultado positivo do tratamento.

Agora: a cliente não pega sol, tem cuidado com a exposição à luz e ao calor. O que mais pode afetar o surgimento das manchas?

#2. A genética

Fatores herediátios são responsáveis por algumas desordens estéticas – como a própria acne, a alopecia e as olheiras. E neste caso, não é diferente. Pesquisas mostram que de 55% a 64% dos clientes com melasma possuem uma pré-disposição genética às manchas.

Além disso – o fototipo também tem grande influência sob este surgimento. Neste caso, os fototipos médios – III e IV são os mais afetados.

Fototipos médios tem mais propensão ao melasma

Claro que nada disso exclui a possibilidade de pessoas sem estas características desenvolvam a condição. E é aí que pode entrar nosso terceiro fator.

#3. Os hormônios e o melasma

O estrogênio é um dos grandes influenciadores na formação do melasma – pois age diretamente na ATP e, por consequência, na tirosinase (enzima responsável pela produção de melanina). Por isso mulheres são mais afetadas que homens e por isso também é muito comum que grávidas desenvolvam a hiperpigmentação – seja ela o melasma ou o cloasma (de caráter passageiro, com ocorrência apenas no período de gestação).

Dessa forma, pessoas que tomam anticoncepcionais tem maior tendência a desenvolver as manchas. E não é apenas o via oral: injetáveis ou dius que liberem hormônios também tem influência sob o ATP.

Então – se sua cliente faz uso destes métodos, pode ser que o quadro seja mais difícil de controlar e a reincidência seja maior. E é importante que vocês duas – profissional e cliente – estejam cientes disso para entender o porquê e não ocorrer o famoso “já fiz todos os tratamentos para melasma, e nada funcionou”.

Fora o estrogênio, outro hormônio menos relevante neste caso, mas que pode ser um dos starts é o da tireoide. Níveis desregulados de tireoide também podem influenciar no aparecimento ou reaparecimento da hiperpigmentação.

#4. Estresse

Sim, estamos falando do estresse mental. Mas não somente. Qualquer fator que cause um estresse no corpo pode afetar o quadro de melasma.

Então: fatores emocionais, câncer, patologias, problemas hepáticos… tudo isso gera cortisol e pode gerar uma consequência na pele.

Melasma tem vários fatores

Além desses fatores, existem alguns outros que podem causar melasma como uma dieta hiperglicídica (rica em açúcares e carboidratos), tabagismo e inadequação cosmética.

Todo tratamento começa por uma boa anamnese, né? E com o melasma não é diferente! Por isso é tão importante entender os agentes causadores para saber por onde se orientar além da aplicação da clínica.

Gostou deste conteúdo? Aqui tem outros que também podem te interessar.

Ah! E não se esqueça de seguir a gente nas redes sociais. É por lá que divulgamos todas as novidades que acontecem por aqui e todas as promoções da RentalMed!

Fontes:

file:///C:/Users/Usuario/Downloads/2151-8989-1-PB.pdf

surgicalcosmetic.org.br/detalhe-artigo/20/Treatment-of-Melasma–systematic-review

surgicalcosmetic.org.br/detalhe-artigo/685/Treatment-of-facial-melasma-with-robotic-microneedling-associated-to-drug-delivery-of-tranexamic-acid

Facebook Comments