celulite inflamatória

Há poucas semanas atrás fizemos um post aqui no Papo de Estética respondendo dúvidas gerais sobre a FEG (ou celulite – como é popularmente conhecida). De lá para cá surgiram dúvidas mais específicas, sobre um tipo de celulite que ainda sofre com muitos mitos: a celulite inflamatória!

Sendo assim, hoje trouxemos uma parte 02 do Mitos e Verdades e o professor Ildo Teixeira está de volta para responder as principais dúvidas sobre o tema.

Vem com a gente?

#1. Radiofrequência piora celulite inflamatória?

VERDADE.

Quando você usa radiofrequência em um local que já tem processo inflamatório, a tendência é, sim, piorar.

Por quê? Vamos pensar o seguinte: a radiofrequência provoca a vasodilatação e a chegada de agentes circulatórios no tecido. Então, se você aplicar isto em um tecido que já está inflamado, você vai ter mais prostaglantina e a tendência é de uma piora no quadro, sim.

Então, em um caso de celulite inflamatória, o melhor seria usar o Ultrassom. Já a radiofrequência pode ser utilizada em uma celulite fibrótica ou em uma celulite flácida – que precisa de um procedimento que dê sustentação ao tecido.

#2. Cada pessoa vai ter um tipo de celulite?

MITO.

Você pode ter a chamada “celulite mista” – que é um tecido onde você tem zonas de fibrose e zonas de novas lesões, por exemplo.

Então, neste caso, você vai ter uma região que acumulou muito líquido e começou a gerar o processo inflamatório. Junto a isso, a paciente pode, por exemplo, usar calças muito apertadas que comprimem o tecido e dificultam o retorno deste líquido.

Dessa forma, enquanto outras regiões começam este processo inflamatório já presente neste quadrante, esta região começa a desenvolver a fibrose.

Sendo assim, você tem um quadro de celulite mista: fibrótica e inflamatória.

Celulite na coxa

Então sim, eu posso ter vários tipos de FEG ao mesmo tempo: inclusive todos eles (inflamatória, fibrótica, flácida e endematosa) juntos.

#3. Uma celulite fibrótica, foi uma celulite inflamatória?

GERALMENTE.

Acontece que hoje ainda não se tem comprovação científica da celulite inflamatória. O que se tem são indícios baseados em estudos científicos que mostram que, para gerar processos fibróticos, antes se tem um processo inflamatório. Ou seja: uma coisa, normalmente, tem origem na outra.

Claro que, quando falamos de uma celulite inflamatória, não estamos falando de uma inflamação aguda, mas de uma inflamação crônica. Ainda assim, há evidências científicas para acreditar que toda a celulite fibrótica, tem sim uma origem inflamatória.

#4. Em um quadro misto, a celulite inflamatória deve ser tratada primeiro?

VERDADE.

Em um quadro misto, o ideal é que se comece pela celulite inflamatória. Porque se eu tenho um tratamento com aumento de temperaturas para tratar uma celulite fibrótica, por exemplo, este aumento pode gerar uma piora no meu quadro inflamatório.

Desta forma, o indicado é, primeiro, começar a trabalhar com ações mais drenantes, anti-inflamatórias e de controle circulatório. Depois disso, trabalhar com o restante.

#5. Drenagem linfática combate a celulite inflamatória?

VERDADE.

Embora, geralmente, ela apresente melhores resultados na celulite quando associada a outros tratamentos. Você pode, por exemplo, começar com o ultrassom e, em seguida, complementá-lo com a drenagem linfática.

Essa eficácia se explica porque a drenagem linfática promove uma melhora no aporte de nutrição, por conta da descompressão dos vasos (auxiliando no retorno e na eliminação da toxidade).

Celulite tratamento com drenagem linfática

De um panorama mais geral: o problema da celulite é que o adipócito é uma célula que produz colágeno modificado (o fibroblasto). Por esta célula ter o papel de reservar triglicerídeos e ter a tendência de armazenar todos os que receber (porque não tem força para mandá-los para fora da membrana plasmática), ela vai ficando cheia e intoxicada com este excesso.

O que a drenagem linfática vai fazer é desobstruir estas vias intoxicadas para que a circulação dos líquidos dentro do tecido seja mais fluída.

#6. Não se usa vacuterapia na celulite inflamatória.

MITO.

Você pode usar porque a vacuterapia possui diferentes níveis de pressão – e você não precisa usá-lo em nível de hiperemia.

Assim, ao invés disso, utilize-a em uma forma anti-inflamatória: com baixa pressão para auxiliar o fluxo de líquidos.

Mesmo assim, no entanto, o mais indicado é que você a use em um tratamento combinado onde, primeiro você usa o ultrassom (por exemplo), e depois o vácuo.

#7. Câmara de termografia é a melhor maneira de avaliar a celulite inflamatória?

VERDADE.

É, pelo menos, a mais segura. Porque você tem, a partir do uso do equipamento, a medição da temperatura do local.

Visto que o corpo possui uma temperatura de homeostase, uma vez que apresente zonas de maior temperatura ou maior desprendimento de calor, há duas possibilidades:

Ou elas foram aumentadas em metabolismo (que é o caso de quando você faz um exercício, por exemplo)

Ou esta zona está sofrendo um processo inflamatório (e o aumento de energia térmica natural devido à inflamação (vasodilatação) piorando o quadro de lesão).

#8. O ultrassom só deve ser aplicado em celulite fibrótica?

MITO.

Ultrassom para tratamentos estéticos; celulite nas pernas

O ultrassom tem uma dinâmica muito grande de uso – basta que se apliquem os parâmetros apropriados para cada caso. Sendo assim, você pode aplicar o ultrassom em celulite fibrótica, flácida, endematosa, e inflamatória.

E atenção para a dica de parâmetros: No caso da celulite inflamatória, o ideal seria o uso do equipamento em um modo pulsado, com pulsos de 5% a 10% e com intensidades entre 0,8W e 1W por cm² .

Eaí, gostou do conteúdo? Tem mais dúvidas sobre a celulite inflamatória? Não esqueça de deixar aqui nos comentários. Quem sabe não fazemos uma parte 03?!

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