A parametrização correta e a potência de equipamentos estéticos são as principais dificuldades de grande parte dos profissionais da estética. Não só porque cada indicação possui parâmetros específicos, como porque cada equipamento possui suas próprias variáveis. Mas tem uma coisa que pode ajudar muito em todos os casos: entender o que significa cada um dos ajustes.

No Papo de Estética de hoje, vamos falar sobre a potência em equipamentos estéticos. Você sabe no que ela interfere nos seus protocolos?

Vem com a gente que vamos te explicar!

O que é potência em equipamentos estéticos?

Equipamentos de alta potência

A potência determina quanto de energia um equipamento é capaz de produzir em um determinado tempo.
Logo, quanto maior for a potência de um equipamento, mais energia ele irá desprender no tecido e isso faz com que a caloria gerada seja maior em menos tempo.

Por exemplo: se um equipamento de 100 watts consegue chegar a uma temperatura de 40°C em 10 minutos, um equipamento de 50 watts levaria o dobro do tempo para alcançar a mesma temperatura.
Dessa forma, em tese, quanto mais potente o equipamento for, menor será o tempo de aplicação porque ele chegará à temperatura desejada mais rápido.

Normalmente, os equipamentos de Ultrassom de Alta Potência, por exemplo, são de terapias combinadas. Ou seja, ultrassom com correntes elétricas. 

Já os Ultrassons de baixa de potência, geralmente, são aparelhos terapêuticos utilizados na fisioterapia, onde a necessidade de energia térmica não é tão grande.

O equipamento de menor potência gera resultados inferiores?

Equipamento de menor potência

Não. O que irá determinar se você precisa de um equipamento de baixa ou alta potência será o objetivo do tratamento.

Se você precisa de um tratamento para gordura localizada, por exemplo, escolher um aparelho de alta potência permitirá atingir o aquecimento necessário de maneira mais rápida.

Agora, o tratamento para fibrose, por exemplo, onde você não quer gerar tanta temperatura – é interessante utilizar uma radiofrequência em baixa potência.

Dose x potência em equipamentos estéticos de ultrassom

Além da potência, outra dinâmica é importante: a dose de aplicação (ou o quanto desta potência você pode utilizar efetivamente em cada quadrante). Este é o caso dos equipamentos de ultrassom. Por maior que sejam as potências, você terá doses limitantes de 3W por cm2.

E o que quer dizer isto? Isso quer dizer que a cada 1cm2 da sua pele o equipamento deverá desprender, no máximo, 3W. Esta é uma limitação regulada pela Anvisa porque, caso você acrescente mais do que 3 watts por cm², haverá como resultado uma pele que passa de 42°C de aquecimento por cm2.

Como relacionar a dose e a potência?

Não é porque o seu equipamento é de alta potência que você deve utilizar a dose máxima sempre. Ajuste a dose e a dinâmica de atendimento de acordo com a necessidade.

Por exemplo: ações anti-inflamatórias precisam de doses bem menores que 3W por cm² para gerar o efeito esperado. Já ações térmicas necessitarão de doses maiores.

Fluência e potência em equipamentos estéticos

Fluência e potência

O mesmo pensamento pode ser aplicado a equipamentos de laser e de led. Quando maior a potência, mais rápida a energia parametrizada será emitida. Se ele for de baixa potência, você verá que o equipamento precisará de mais tempo para emitir uma energia em joules.

O laser e o led têm uma fluência (medida em joules) e ela está relacionada à potência (como no caso da dose em aparelhos de us).

Então, por exemplo: quando for parametrizar um equipamento de 20 watts com 4 joules e um equipamento de 10 watts com 4 joules – o de 10W levará o dobro de tempo para atingir a energia em relação ao de 20W.

Isso, mais uma vez não quer dizer que o equipamento é pior quando tem menor potência (nem que seus resultados são inferiores). E, sim, que ele levará um pouco mais de tempo para atribuir a dose que foi parametrizada.

Como parametrizar o seu equipamento?

Parametrizar seu equipamento

Primeiro de tudo: são muitas as doses e as formas de atendimento clínico para cada tipo de distúrbio.

Mas podemos dar um exemplo:

Se você quer tratar uma celulite inflamatória com um aparelho de ultrassom, as doses devem ser entre 0,5W e 1W por cm2  porque você precisa de um efeito atérmico e que tenha uma ação anti-inflamatória.

Agora, se queremos um tratamento para gordura, por exemplo, 3 watts por cm2  é um parâmetro bom (além de trabalhar em um modo contínuo que gerará mais aquecimento no tecido).

Importante! No caso do US – além de ajustar a dose, é fundamental observar a ERA (Área Efetiva de Radiação) do tratamento. Para isso, divida o quadrante conforme o tamanho do cabeçote do aplicador (dessa forma, a dose é ideal para os cm² efetivos e você não aplica superdosagem ou subdosagens).

Potências em equipamentos estéticos

Assim como no Ultrassom, no LED e no Laser, aparelhos de radiofrequência também tem potência e a lógica é a mesma: mais potência = menos tempo para alcançar a energia parametrizada.

Dica: caso seu equipamento tenha menores potências você pode compor isso tratando quadrantes menores, o importante na radiofrequência é manter a temperatura de acordo com o que você vai trabalhar.

E aí, gostou do conteúdo? Aqui tem um vídeo do professor Ildo Teixeira explicando tudo sobre a potência em aparelhos estéticos. Assista ao quadro “Me ajuda, professor”:

Também tem dúvidas sobre assuntos da estética? Então deixa para a gente aqui nos comentários, que o prof. Ildo Responde!

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